Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Movimento de Teatro de Rua lnaça revista na Galeria Olido


Com a presença de mais de uma centena de pessoas, principalmente fazedores de teatro de rua, além de representantes de entidades, o Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR/SP), lançou nesta segunda-feira, dia 15, no Espaço Dança da Galeria Olido, a Revista Arte e Resistência na Rua.

A publicação contém artigos, histórico do processo de organização do MTR/SP e as críticas dos espetáculos da 3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, ocorrida em novembro de 2008, bem como o registro do 4º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR). Assim, a Revista vem suprir parte da lacuna que há em relação a esta modalidade teatral, posto ainda serem escassos os registros a cerca deste fazer teatral.

As críticas foram coordenadas pelo Professor Dr. Alexandre Mate do Instituto de Artes da UNESP (Universidade do Estado de São Paulo), responsável também, juntamente com Romualdo Bacco, pela curadoria da Mostra.

Na mesma noite foi lançado um vídeo documentário de cinqüenta minutos, gerado a partir do processo de filmagens dos espetáculos; de entrevistas com grupos; dos bate-papos ocorridos durante a Mostra; o grupo homenageado Teatro Popular União e Olho Vivo, bem como do registro do Encontro da RBTR.
Esta revista é resultado do trabalho dos grupos de teatro de rua organizados no MTR/SP cumprindo o seu papel: gerando pensamento e criando documentos a cerca de seu fazer.

Adailton Alves
Publicado no site da CPT em 17/06/09

Sábado, 27 de Junho de 2009

Vídeos da Mostra Lino Rojas

3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, realizada em novembro de 2008:
http://www.vimeo.com/5347845

2ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, realizado em dezembro de 2007:
http://www.youtube.com/watch?v=_TH00yzJJis

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

MTR/SP lança revista na Galeria Olido

Foto: Augusto Paiva
Com a presença de mais de uma centena de pessoas, principalmente fazedores de teatro de rua, além de representantes de entidades, o Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR/SP), lançou nesta segunda-feira, dia 15, no Espaço Dança da Galeria Olido, a Revista Arte e Resistência na Rua.


A publicação contém artigos, histórico do processo de organização do MTR/SP e as críticas dos espetáculos da 3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, ocorrida em novembro de 2008, bem como o registro do 4º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR). Assim, a Revista vem suprir parte da lacuna que há em relação a esta modalidade teatral, posto ainda serem escassos os registros a cerca deste fazer teatral.


As críticas foram coordenadas pelo Professor Dr. Alexandre Mate do Instituto de Artes da UNESP (Universidade do Estado de São Paulo), responsável também, juntamente com Romualdo Bacco, pela curadoria da Mostra.


Na mesma noite foi lançado um vídeo documentário de cinqüenta minutos, gerado a partir do processo de filmagens dos espetáculos; de entrevistas com grupos; dos bate-papos ocorridos durante a Mostra; o grupo homenageado Teatro Popular União e Olho Vivo, bem como do registro do Encontro da RBTR.
Esta revista é resultado do trabalho dos grupos de teatro de rua organizados no MTR/SP cumprindo o seu papel: gerando pensamento e criando documentos a cerca de seu fazer.

Adailton Alves - Publicado no site da CPT em 17/06/09

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Carta de Arcozelo


A Rede Brasileira de Teatro de rua reunida na Aldeia de Arcozelo, Paty do Alferes, Rio de janeiro, após 509 anos de domínio ideológico, resgatando a importância histórica e, inspirado no sonho do saudoso Paschoal Carlos Magno, vem afirmar por meio deste documento a luta pela possibilidade de uma nova ordem, por um mundo socialmente mais justo.

Nos dias 20, 21 e 22 de abril de 2009, no seu 5º encontro, a Rede reafirma sua missão: de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias: municípios, Estados e União, para garantir o direito à produção e o acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros.

A Rede Brasileira de Teatro de Rua criada em março de 2007, em Salvador/BA, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, suas ações e pensamentos.

O intercâmbio da Rede Brasileira de Teatro de Rua ocorre de forma presencial e virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais, sendo que seus membros farão, ao menos, dois encontros anuais. Os articuladores de todos os Estados, bem como os coletivos regionais, deverão se organizar para participarem dos Encontros.

Os articuladores da REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA dos estados do AC, AL, CE, BA, ES, GO, MA, MG, PA, PR, RJ, RR, RN, RO, RS e SP, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

· A representação do teatro de rua, nos Colegiados Setoriais e Conselhos das instâncias municipal, estadual e federal;

· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03, que vincula para a cultura, o mínimo de 2% no orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e Distrito Federal e 1% no orçamento dos municípios;

· O direito a indicação de representantes do teatro de rua nas comissões dos editais públicos;

· A extinção da Lei Rouanet e de qualquer mecanismo de financiamento que utilize a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do Estado, por meio de programas e editais em forma de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade; Para tanto em apoio ao movimento 27 de março sugerimos modificações no PROFIC (anexo);

· A criação de um programa específico que contemple: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa para o teatro de rua;

· Que os espaços públicos (ruas, praças e parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais de políticas públicas e no Plano Nacional de Cultura;

· A extinção de toda e qualquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de teatro de rua garantindo assim o direito de ir e vir e a livre expressão artística;

· Queremos construir uma política de Estado em contraponto a políticas de eventos que o mercado vem nos impingindo. As iniciativas de governo em criar editais para as artes devem ser transformados em leis para a garantia de sua continuidade.

O Teatro de rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, instituímos o dia 27 de março, dia mundial de teatro e circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas e conclamamos os artistas-trabalhadores e a população brasileira a lutarem pelo direito á cultura e a vida.

“O país se apresenta pelo teatro que representa”. (Paschoal Carlos Magno)

22 de abril de 2009
Aldeia de Arcozelo, Paty do Alferes, Rio de Janeiro
Rede Brasileira de Teatro de Rua





Anexo
Modificações no PROFIC
Art. 2º...
...
V. - Programas setoriais de artes, criados por leis especificas, com orçamentos e regras próprias.
(...)
§ 2º Fica instituído o programa Prêmio Teatro Brasileiro a ser definido em Lei específica, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento do teatro brasileiro e o melhor acesso da população ao mesmo, através do fomento a:
I – Núcleos artísticos teatrais nas suas diversas modalidades, com trabalho continuado;
II – Produção de espetáculos teatrais nas suas diversas modalidades;
III – Circulação de espetáculos e/ou atividades teatrais nas suas diversas modalidades.
(...)
Art. 9º
I – Dotações consignadas na Lei orçamentária anual e seus créditos adicionais, nunca inferiores ao montante da renuncia fiscal disponibilizada para o incentivo de que trata o capitulo III desta Lei, garantido o mínimo correspondente a 50% (cinquenta por cento) do orçamento do Ministério da Cultura.

Domingo, 23 de Novembro de 2008

Fotos do 4º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua

Encontro ocorrido em São Paulo nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2008
Articuladores de 18 estados - presença de Amir Haddad






Fotos: Lívia Lisbôa


Carta da Rede Brasileira de Teatro de Rua

A Rede Brasileira de Teatro de Rua criada em março de 2007, em Salvador/BA, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, suas ações e pensamentos.
O intercâmbio da Rede Brasileira de Teatro de Rua ocorre de forma virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais, sendo que seus membros farão, ao menos, dois encontros anuais. Os coletivos devem se organizar para enviarem articuladores para os encontros presenciais.
O papel de cada integrante é ampliar a rede através da criação de movimentos regionais de teatro de rua, bem como da manutenção dos já existentes.
A missão da Rede Brasileira de Teatro de Rua é lutar por políticas públicas de cultura com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União. E para garantir o acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros a Rede Brasileira de Teatro de Rua tem por objetivo promover também a produção, difusão, formação, registro, circulação e manutenção de grupos de teatro de rua e de seus fazedores, construindo assim um país mais justo.
Os articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua dos estados AC, AM, CE, BA, ES, GO, MA, MG, PA, PE, PR, RJ, RR, RN, RO, RS, SC e SP reunidos nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2008, em São Paulo, no 4º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, vêm através deste documento, afirmar ações e propostas, exigindo assim:
· A representação do teatro de rua, no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC);
· A representação do teatro de rua, no Colegiado Setorial;
· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03, que vincula para a cultura, o mínimo de 2% no orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e Distrito Federal e 1% no orçamento dos municípios;
· O direito de indicação de representantes de teatro de rua nas comissões dos editais públicos;
· A extinção da Lei Rouanet e de qualquer mecanismo de financiamento que utilize a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do estado, por meio de programas e editais em forma de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade;
· A criação de um programa específico que contemple: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa para o teatro de rua;
· A criação imediata de um edital para a circulação de espetáculos de teatro de rua, constituindo-se assim um circuito nacional de teatro de rua;
· Que os espaços públicos (ruas, praças e parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais de políticas públicas e no Plano Nacional de Cultura;
· A extinção de toda e qualquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de teatro de rua garantindo assim o direito de ir e vir e a livre expressão artística conforme nos garante a Constituição Federal Brasileira no artigo 5º;
· A criação de um programa nacional de ocupação de imóveis públicos ociosos, para sediar o trabalho e a pesquisa dos grupos de teatro.

O teatro de rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, conclamamos a todos os artistas-trabalhadores e a população brasileira para a mobilização nacional da Rede Brasileira de Teatro de Rua, no dia 27 de março de 2009, no intuito de construir políticas públicas para esta arte.


São Paulo, 16 de novembro de 2008.

Rede Brasileira de Teatro de Rua

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

3ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas